Fui Demitida Grávida: O Que Fazer Para Não Perder Direitos

Descobrir uma gravidez já provoca muitas emoções. Entretanto, quando a trabalhadora recebe uma demissão nesse período, a situação pode gerar insegurança e medo. Felizmente, a legislação brasileira protege a gestante, garantindo direitos claros e objetivos.

Por isso, se você foi demitida grávida ou suspeita que a empresa agiu de forma irregular, veja abaixo o que fazer imediatamente para não perder seus direitos trabalhistas.


A empresa pode demitir uma funcionária grávida?

Não.
A legislação trabalhista proíbe a demissão de funcionária grávida, salvo em situações muito específicas previstas em lei.

A gestante possui estabilidade provisória no emprego, que começa desde a confirmação da gravidez e se estende até cinco meses após o parto. Além disso, esse direito existe mesmo quando a empresa não tinha conhecimento da gravidez no momento da demissão.

Portanto, ainda que a trabalhadora descubra a gestação após o desligamento, a lei garante a proteção.


Fui demitida grávida sem saber que estava grávida. E agora?

Essa situação acontece com frequência. Ainda assim, a Justiça do Trabalho reconhece o direito da gestante.

Se o exame médico comprovar que a gravidez já existia antes da demissão, a trabalhadora pode:

  • Solicitar a reintegração imediata ao emprego

  • Ou, alternativamente, exigir indenização substitutiva, com pagamento de salários e direitos do período de estabilidade

Além disso, a estabilidade também se aplica a contratos por prazo determinado, inclusive contrato de experiência.


Quais são os direitos da gestante demitida?

Quando a gravidez é comprovada, a trabalhadora pode garantir:

  • Reintegração ao trabalho

  • Pagamento de salários retroativos

  • Férias acrescidas de 1/3 constitucional

  • 13º salário proporcional

  • Depósitos de FGTS e multa de 40%

  • Licença-maternidade

  • Estabilidade até cinco meses após o parto

Contudo, cada situação exige análise individual, pois o tipo de contrato e a forma da demissão influenciam diretamente nos valores.


Pedido de demissão grávida: ainda há direitos?

Sim, em alguns casos.

Quando o pedido ocorre sob:

  • Pressão psicológica

  • Assédio moral

  • Coação

  • Falta de informação sobre os próprios direitos

A Justiça pode anular o pedido de demissão. Dessa forma, a trabalhadora passa a ter os mesmos direitos da estabilidade gestante.


O que fazer imediatamente após a demissão?

Se você foi demitida grávida, siga este passo a passo:

  1. Confirme a gravidez com exame médico

  2. Guarde todos os documentos trabalhistas

  3. Registre datas importantes, como admissão, demissão e descoberta da gestação

  4. Busque orientação jurídica especializada o quanto antes

Quanto mais rápido você agir, maiores são as chances de garantir todos os seus direitos, inclusive por meio de acordo extrajudicial.


Existe prazo para entrar com ação?

Sim.
A trabalhadora possui até dois anos após o fim do contrato para ajuizar ação trabalhista. Ainda assim, a lei permite cobrar valores referentes aos últimos cinco anos.

Porém, não é recomendável esperar, pois o tempo pode dificultar provas e cálculos.


Por que procurar um advogado especializado?

Casos de demissão de gestante exigem conhecimento técnico e estratégia jurídica.

Um advogado especializado pode:

  • Avaliar a legalidade da demissão

  • Calcular corretamente os valores devidos

  • Buscar acordo ou ação judicial

  • Garantir que nenhum direito seja perdido

Assim, a gestante conquista mais segurança para si e para o bebê.


Se você foi demitida grávida, não aceite essa situação sem orientação. A legislação brasileira protege a maternidade e assegura direitos fundamentais à trabalhadora.

Portanto, buscar informação e apoio jurídico é o passo mais seguro para proteger seu futuro.

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